Desde abril de 2026, o Minha Casa Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 13 mil e financia imóveis de até R$ 600 mil na Faixa 4. Os limites de renda subiram em todas as quatro faixas, e o teto do imóvel aumentou nas Faixas 3 e 4. Abaixo você encontra a tabela atualizada, o que mudou, quem pode participar e o passo a passo para se inscrever.
O que é o Minha Casa Minha Vida
O Minha Casa Minha Vida (MCMV) é o principal programa habitacional do governo federal. Criado para facilitar o acesso à moradia própria, ele oferece subsídios, taxas de juros reduzidas e condições especiais de financiamento para famílias de diferentes faixas de renda. Para entender como o programa evoluiu desde 2009, veja a linha do tempo do Minha Casa Minha Vida.

Em 2026, o programa passou por atualizações nos limites de renda e nos valores máximos de imóveis, aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS em março e operadas pela Caixa a partir de abril.
As 4 faixas de renda
O MCMV 2026 organiza os beneficiários em 4 faixas, cada uma com condições específicas:
Faixa 1: renda até R$ 3.200
A faixa de maior subsídio do programa, com as menores taxas de juros.
- Renda familiar: até R$ 3.200 mensais
- Valor máximo do imóvel: de R$ 210.000 a R$ 275.000, conforme a região
- Taxas de juros: 4% a 5,25% ao ano
- Subsídio: o maior do programa, conforme renda e região
- Inscrição: via CadÚnico, no CRAS ou na prefeitura municipal
Faixa 2: renda de R$ 3.200 a R$ 5.000
Condições ainda bastante favoráveis, com subsídios parciais e taxas abaixo do mercado.
- Renda familiar: R$ 3.200 a R$ 5.000 mensais
- Valor máximo do imóvel: de R$ 210.000 a R$ 275.000, conforme a região
- Taxas de juros: 4,75% a 7% ao ano
- Subsídio: parcial, conforme renda e região
- Inscrição: diretamente nos bancos (Caixa ou Banco do Brasil)
Faixa 3: renda de R$ 5.000 a R$ 9.600
Voltada para a classe média, com taxas reduzidas em relação ao mercado convencional.
- Renda familiar: R$ 5.000 a R$ 9.600 mensais
- Valor máximo do imóvel: R$ 400.000
- Taxas de juros: 7,66% a 8,16% ao ano
- Subsídio: não há subsídio direto
- Inscrição: diretamente nos bancos
Faixa 4: renda de R$ 9.600 a R$ 13.000
A faixa para famílias de renda média que não se enquadram no financiamento convencional com condições competitivas.
- Renda familiar: R$ 9.600 a R$ 13.000 mensais
- Valor máximo do imóvel: R$ 600.000
- Taxas de juros: cerca de 10% a 10,5% ao ano
- Subsídio: não há subsídio direto
- Inscrição: diretamente nos bancos
Tabela completa das faixas
| Faixa | Renda familiar | Valor máximo imóvel | Taxa de juros | Subsídio |
|---|---|---|---|---|
| Faixa 1 | Até R$ 3.200 | R$ 210.000 a R$ 275.000 | 4% a 5,25% a.a. | Sim |
| Faixa 2 | R$ 3.200 a R$ 5.000 | R$ 210.000 a R$ 275.000 | 4,75% a 7% a.a. | Parcial |
| Faixa 3 | R$ 5.000 a R$ 9.600 | R$ 400.000 | 7,66% a 8,16% a.a. | Não |
| Faixa 4 | R$ 9.600 a R$ 13.000 | R$ 600.000 | cerca de 10% a 10,5% a.a. | Não |
Fontes: Conselho Curador do FGTS (mar/2026) e Caixa (abr/2026). Confirme os limites da sua cidade e faixa na Caixa antes de contratar.
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As atualizações de abril de 2026 ampliaram os limites de renda em todas as faixas. Comparativo com os valores anteriores:

| Faixa | Renda máxima anterior | Renda máxima atual | Imóvel máximo anterior | Imóvel máximo atual |
|---|---|---|---|---|
| Faixa 1 | R$ 2.850 | R$ 3.200 | R$ 210.000 a R$ 275.000 | sem mudança |
| Faixa 2 | R$ 4.700 | R$ 5.000 | R$ 210.000 a R$ 275.000 | sem mudança |
| Faixa 3 | R$ 8.600 | R$ 9.600 | R$ 350.000 | R$ 400.000 |
| Faixa 4 | R$ 12.000 | R$ 13.000 | R$ 500.000 | R$ 600.000 |
A Faixa 4 amplia o alcance para famílias que antes só tinham acesso ao financiamento convencional com taxas de mercado (11% a 12%).
Quem pode participar
Para se inscrever no MCMV, é necessário atender aos seguintes requisitos:
- Renda familiar dentro dos limites da faixa pretendida
- Não possuir imóvel próprio em seu nome
- Não ter sido beneficiado por programa habitacional do governo anteriormente
- Estar com o CPF regular junto à Receita Federal
- Residir ou trabalhar no município onde pretende adquirir o imóvel
A renda familiar é a soma de todos os rendimentos das pessoas que vão compor o financiamento. Isso inclui salários, aposentadorias, pensões e rendimentos de autônomos com comprovação.
Passo a passo para participar
Faixa 1: via CRAS
- Procure o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do seu município
- Faça a inscrição no CadÚnico (Cadastro Único do governo federal)
- Aguarde a seleção pela prefeitura conforme critérios de priorização
- Quando selecionado, será encaminhado para a Caixa para assinatura do contrato
- Pague as parcelas mensais conforme as condições do programa
Importante: na Faixa 1, o processo é diferente porque a seleção depende da prefeitura. A demanda é maior que a oferta, e pode haver fila de espera.
Faixas 2, 3 e 4: via banco
- Reúna a documentação: RG, CPF, comprovante de renda (3 últimos holerites ou declaração de IR), comprovante de residência, certidão de estado civil
- Faça uma simulação no site da Caixa Econômica Federal ou em uma agência
- Escolha o imóvel dentro do valor máximo da sua faixa
- Apresente a proposta ao banco com a documentação do imóvel
- Aguarde a análise de crédito e avaliação do imóvel pelo banco
- Assine o contrato e registre em cartório
- Comece a pagar as parcelas mensais
O processo completo leva em média 30 a 60 dias da apresentação da proposta até a assinatura do contrato. Se é a sua primeira compra, o nosso passo a passo para comprar o primeiro imóvel detalha cada etapa.
MCMV vs financiamento convencional
Para quem está na dúvida entre o MCMV e um financiamento convencional, a comparação é clara:

| Critério | MCMV (Faixa 3) | Convencional (SFH) |
|---|---|---|
| Taxa de juros | 7,66% a 8,16% a.a. | 10,26% a 11,79% a.a. |
| Valor máximo | R$ 400.000 | R$ 2.250.000 |
| Entrada mínima | 10% a 20% | 20% |
| Prazo máximo | 35 anos | 35 anos |
| FGTS | Pode usar | Pode usar |
| Subsídio | Não (Faixa 3) | Não |
Com dois a três pontos percentuais a menos de juros, a diferença no custo total de um contrato de 30 anos é grande. Para comparar as condições de cada banco no crédito convencional, veja quais bancos financiam até 90% do imóvel e o nosso guia de financiamento imobiliário em Campinas.
Para a Faixa 4, a vantagem é menor (taxa de cerca de 10% a 10,5% contra 11% a 12% do mercado), mas ainda representa economia no longo prazo.
Dicas para aprovação
1. Organize a documentação com antecedência
Falta de documentos é o motivo mais comum de atraso. Tenha tudo pronto antes de iniciar o processo.
2. Limpe o nome
Qualquer restrição no CPF pode impedir a aprovação. Resolva pendências com pelo menos 60 dias de antecedência.
3. Comprove toda a renda
Se você é autônomo, declare seus rendimentos no Imposto de Renda. Extratos bancários consistentes também ajudam na comprovação.
4. Use o FGTS
O saldo do FGTS pode ser usado como entrada, reduzindo o valor financiado e a parcela mensal. Veja as regras no guia como usar o FGTS para comprar imóvel.
5. Compare empreendimentos enquadrados
Nem todo imóvel se enquadra no MCMV. Verifique com a construtora ou com o banco se o empreendimento está habilitado no programa.
6. Não comprometa toda a renda
Mesmo que o banco aprove, mantenha folga orçamentária. Condomínio, IPTU e manutenção são custos que não entram no financiamento.
MCMV em Campinas
Campinas e sua região metropolitana possuem diversos empreendimentos enquadrados no Minha Casa Minha Vida, especialmente nas Faixas 2 e 3. O segmento respondeu por boa parte das vendas recentes na cidade, como mostramos no panorama de lançamentos imobiliários em Campinas.
Com o teto da Faixa 4 em R$ 600 mil, novos empreendimentos em bairros mais centrais também passam a ser acessíveis pelo programa.
O que fazer agora
Some a renda de todos que vão compor o financiamento e veja em qual faixa você se encaixa na tabela acima. Depois, faça a simulação na Caixa e separe os documentos antes de escolher o imóvel. A equipe da My House Campinas pode ajudar a identificar empreendimentos enquadrados no programa em Campinas e acompanhar o processo.



