Campinas registrou 11.697 unidades lançadas nos últimos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, consolidando a segunda posição no ranking de lançamentos do Estado de São Paulo, segundo estudo do Secovi-SP. Só no segundo trimestre, foram 1.880 novas unidades — crescimento de 8,5% sobre o trimestre anterior. O ritmo de vendas acompanhou: 2.103 unidades comercializadas entre abril e junho, com o programa Minha Casa, Minha Vida respondendo por 62% das transações. Para quem acompanha o mercado de Campinas, o cenário aponta um ciclo de expansão que combina volume de oferta, diversificação de construtoras e pressão de preços em bairros consolidados.
Panorama do mercado: por que Campinas atrai tantos lançamentos
O metro quadrado médio na cidade atingiu R$ 7.899 em 2026, com valorização acumulada de 9,69% em 12 meses (fonte: FipeZAP, março/2026). A variação mensal de 1,03% indica que o movimento de alta segue consistente, sem sinais de desaceleração no curto prazo.
Dois fatores estruturais explicam esse aquecimento. O primeiro é a legislação urbanística: ajustes na outorga onerosa e no Plano Diretor reduziram o estoque de imóveis prontos ou em fase final de construção, pressionando os preços para cima. O segundo é o crédito: com a Selic estabilizada em 14% após o corte de agosto de 2026, as taxas de financiamento nos grandes bancos operam entre 11,19% e 11,80% ao ano — os níveis mais competitivos do ciclo recente, com a Caixa Econômica Federal oferecendo a menor taxa nominal.
A pesquisa do Secovi-SP também revelou que 52% dos entrevistados pretendem adquirir um imóvel nos próximos meses, e 68% dos potenciais compradores projetam concretizar a compra em até dois anos. A demanda existe — e as construtoras responderam com volume.
| Indicador | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Unidades lançadas (12 meses) | 11.697 | Secovi-SP, 2º tri/2026 |
| Unidades vendidas (2º tri/2026) | 2.103 | Secovi-SP, 2º tri/2026 |
| m² médio (venda) | R$ 7.899 | FipeZAP, mar/2026 |
| Valorização 12 meses | 9,69% | FipeZAP, mar/2026 |
| Taxa de financiamento (menor) | 11,19% a.a. (Caixa) | Bancos, set/2026 |
Bairros com maior concentração de lançamentos em 2026
A distribuição dos novos empreendimentos em Campinas segue um padrão claro: bairros com infraestrutura consolidada e boa mobilidade concentram os projetos de médio e alto padrão, enquanto regiões em expansão absorvem o volume do MCMV.
Cambuí: o epicentro do alto padrão
O Cambuí lidera o ranking de preço por m² em apartamentos residenciais, com mediana em torno de R$ 10.500/m² para imóveis de dois e três dormitórios com lazer completo (fonte: FipeZAP, 2026). Em lançamentos exclusivos, o metro quadrado já ultrapassa os R$ 13.500. A Tegra Incorporadora lançou o Luce Cambuí na Rua Américo Brasiliense, uma das vias mais valorizadas do bairro. O projeto aposta em apartamentos de alto padrão com plantas generosas e áreas de lazer completas.
Nova Campinas: o salto de padrão
Tradicionalmente dominado por casas, o bairro Nova Campinas passou por uma transformação nos últimos anos. A Cyrela lançou o Haus Nova Campinas, marcando a entrada de uma das maiores incorporadoras do país na região. A EBM trouxe o Wide Nova Campinas. Os dois projetos miram o público de altíssimo padrão que busca o status de morar numa das regiões mais nobres da cidade.
Taquaral: famílias e qualidade de vida
O entorno do Parque Taquaral segue como endereço preferido de famílias que não abrem mão de lazer e áreas verdes. O bairro Taquaral passou por modernização viária recente, o que ampliou a liquidez dos imóveis — tanto novos quanto usados — e atraiu novos lançamentos de médio e alto padrão. O m² no entorno do parque opera acima de R$ 8.500.
Barão Geraldo: universidade e polo tech como motores
Impulsionado pela Unicamp e pelo polo tecnológico, Barão Geraldo apresenta alta demanda por locação e grande circulação de pessoas. Essa dinâmica atrai lançamentos que vão de studios compactos voltados a investidores até apartamentos familiares de dois e três dormitórios. É uma das regiões com melhor relação entre preço de entrada e potencial de valorização.
Jardim Proença e zona sul: o eixo do MCMV
O segmento econômico domina os números do mercado: das 2.103 unidades vendidas no segundo trimestre de 2026, 1.313 (62%) foram enquadradas no Minha Casa, Minha Vida (fonte: Secovi-SP). A MRV, maior construtora do segmento, mantém nove empreendimentos ativos em Campinas, com destaque para projetos na zona sul e próximos ao eixo da Rodovia Santos Dumont.
Visão do Especialista O mercado de Campinas opera em duas velocidades. No alto padrão, a escassez de terrenos em bairros como Cambuí e Nova Campinas pressiona o m² para cima e gera lançamentos cada vez mais seletivos. No econômico, o MCMV sustenta o volume — mas o ritmo de vendas acelerado indica que o estoque pode se tornar restrito nos próximos trimestres, especialmente na zona sul.
Construtoras que movimentam Campinas em 2026
O leque de incorporadoras atuando na cidade se ampliou. Campinas deixou de ser praça dominada por players regionais e passou a receber projetos de construtoras de capital aberto com operação nacional.
| Construtora | Empreendimento em destaque | Bairro | Segmento |
|---|---|---|---|
| Tegra Incorporadora | Luce Cambuí | Cambuí | Alto padrão |
| Cyrela | Haus Nova Campinas | Nova Campinas | Alto padrão |
| EBM | Wide Nova Campinas | Nova Campinas | Alto padrão |
| Tegra Incorporadora | Vista Horizonte Norte Sul | Chácara da Barra | Médio/alto padrão |
| MRV | 9 empreendimentos ativos | Diversas regiões | Econômico / MCMV |
A chegada de Cyrela, Tegra e EBM ao mercado campineiro sinaliza maturidade da praça. Essas incorporadoras operam com padrão construtivo e de acabamento que eleva o nível de exigência do comprador local — e pressiona concorrentes regionais a responder com projetos mais sofisticados.
Tendências que moldam os lançamentos de 2026
Studios e compactos ganham espaço
Studios e apartamentos compactos de um dormitório partem de R$ 350 mil em Campinas. O formato atende dois públicos: jovens profissionais que buscam o primeiro imóvel e investidores que miram rentabilidade com locação, especialmente em Barão Geraldo e no eixo da Avenida Norte-Sul.
MCMV sustenta o volume de vendas
O programa Minha Casa, Minha Vida respondeu por 62% das vendas no segundo trimestre de 2026, com 1.313 unidades comercializadas (fonte: Secovi-SP). O segmento econômico garante bom ritmo de absorção para as construtoras e mantém o mercado aquecido mesmo com juros elevados. A MRV é a principal operadora desse segmento na cidade, com nove empreendimentos simultâneos entre lançamentos, obras em andamento e unidades próximas à entrega.
Estoque limitado e pressão de preços
O Cadastro Nacional de Obras (CNO) registra 4.150 obras ativas em Campinas. Com o novo Plano Diretor restringindo a oferta de terrenos em bairros consolidados, a tendência é de um mercado com estoque cada vez mais enxuto — especialmente no Cambuí e no Taquaral. Os melhores ativos são liquidados em tempo recorde, e quem espera demais para decidir acaba competindo com outros compradores pela mesma unidade.
Crédito mais acessível no segundo semestre
Com a Selic estabilizada em 14% após o corte de agosto de 2026, os bancos já operam com taxas de financiamento imobiliário entre 11,19% e 11,80% ao ano. A Caixa oferece a menor taxa nominal (11,19% a.a.), seguida pelo BRB (11,36%) e pelo Itaú (11,60%). A pausa do Copom em setembro está gerando mais efeito positivo do que muitos analistas previam: a previsibilidade permite que os bancos precifiquem o crédito com mais confiança, favorecendo o comprador.
Quanto custa comprar em cada região de Campinas
| Bairro / Região | Faixa de m² (venda) | Perfil |
|---|---|---|
| Cambuí | R$ 10.500 a R$ 13.500+ | Alto padrão e luxo |
| Nova Campinas | R$ 9.000 a R$ 12.000+ | Alto padrão |
| Taquaral | R$ 8.500 a R$ 11.000 | Médio-alto padrão |
| Barão Geraldo | R$ 6.500 a R$ 9.000 | Médio padrão / investimento |
| Guanabara / Swift | R$ 4.200 a R$ 7.000 | Médio padrão |
Fontes: FipeZAP (março/2026) e levantamento de portais imobiliários. Valores referem-se a imóveis residenciais para venda.
Para quem busca custo-benefício, bairros como Guanabara e Swift registraram valorização de 25% nos últimos dois anos e oferecem preço de entrada acessível com tendência de alta. Já bairros como Jardim Carlos Lourenço e o eixo da zona sul de Campinas concentram lançamentos de dois dormitórios na faixa de R$ 450 mil a R$ 750 mil.
O que considerar antes de comprar um lançamento em Campinas
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Prazo de entrega: lançamentos na planta em Campinas têm prazo médio de 24 a 36 meses. Avalie se o cronograma se encaixa no seu planejamento.
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Construtora: verifique o histórico de entregas da incorporadora. Cyrela, Tegra e EBM têm histórico consolidado, mas vale conferir o andamento de obras anteriores na cidade.
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Valorização do bairro: bairros como Cambuí e Nova Campinas têm teto alto, mas o potencial de ganho percentual pode ser maior em regiões em expansão como Guanabara e Barão Geraldo.
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Financiamento: com taxas a partir de 11,19% a.a., simule em pelo menos três bancos antes de fechar. A diferença entre Caixa (11,19%) e Santander pode passar de R$ 40 mil no custo total do financiamento.
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MCMV: se o imóvel se enquadra no programa, as condições de subsídio e taxa reduzida podem tornar a parcela mais acessível do que o aluguel na mesma região.
Perguntas Frequentes
Quantos lançamentos imobiliários Campinas teve em 2026? Nos 12 meses encerrados no segundo trimestre de 2026, foram 11.697 unidades lançadas, segundo o Secovi-SP. Só no segundo trimestre, o número foi de 1.880 unidades, com crescimento de 8,5% sobre o trimestre anterior.
Quais bairros de Campinas têm mais lançamentos em 2026? Os bairros com maior concentração de novos empreendimentos são Cambuí, Nova Campinas, Taquaral, Barão Geraldo e Jardim Proença. No segmento econômico, a zona sul e regiões próximas à Rodovia Santos Dumont lideram o volume.
Qual o preço médio do metro quadrado em Campinas em 2026? O metro quadrado médio para venda é de R$ 7.899, com valorização de 9,69% nos últimos 12 meses (fonte: FipeZAP, março/2026). A faixa varia de R$ 4.200 em bairros de renda média até R$ 13.500+ em lançamentos de alto padrão no Cambuí.
Quais construtoras estão lançando em Campinas em 2026? As principais incorporadoras ativas incluem Tegra (Luce Cambuí, Vista Horizonte Norte Sul), Cyrela (Haus Nova Campinas), EBM (Wide Nova Campinas) e MRV (9 empreendimentos no segmento econômico).
Como está o financiamento imobiliário em Campinas em setembro de 2026? Com a Selic em 14%, as taxas de financiamento variam entre 11,19% a.a. (Caixa Econômica Federal) e 11,80% a.a. nos demais bancos. São os níveis mais competitivos do ciclo recente, e a tendência é de estabilidade ou leve redução nos próximos meses.
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