O Conselho Curador do FGTS aprovou, em 24 de março de 2026, a ampliação dos limites de renda familiar e dos valores máximos de imóveis financiáveis pelo programa Minha Casa Minha Vida 2026. As mudanças atingem todas as quatro faixas do programa e passarão a valer após publicação no Diário Oficial da União.
Para quem busca apartamento em Campinas, as novas regras alteram diretamente o leque de bairros e tipologias acessíveis por meio do programa. A seguir, destrinchamos cada mudança com os dados oficiais e traduzimos o impacto para a realidade do comprador campineiro.
O reajuste nos tetos de renda familiar permite que mais famílias se enquadrem no Minha Casa, Minha Vida. Conforme o texto aprovado pelo Conselho:
De acordo com Sandro Pereira Silva, secretário-executivo substituto do Conselho, o impacto estimado no orçamento de descontos é de R$ 500 milhões, com impacto de R$ 3,6 bilhões no oneroso, suportado pelos recursos do fundo social — sem impacto adicional de recursos.
Além da renda, o Conselho também reajustou os valores máximos de imóveis nas faixas superiores:
A Faixa 4, com seu novo teto de R$ 600 mil, registrou o maior reajuste percentual entre os valores de imóvel aprovados nesta rodada.
| Dado | Valor |
|---|---|
| Data da aprovação | 24/03/2026 (terça-feira) |
| Órgão responsável | Conselho Curador do FGTS |
| Programa | Minha Casa, Minha Vida |
| Ano de criação do programa | 2009 |
| Condição para vigência | Publicação no Diário Oficial da União |
| Porta-voz | Sandro Pereira Silva, secretário-executivo substituto do Conselho |
| Faixa 1 — Renda anterior | até R$ 2.850 |
| Faixa 1 — Renda nova | até R$ 3.200 |
| Aumento renda Faixa 1 | R$ 350 (12,3%) |
| Faixa 2 — Renda anterior | até R$ 4.700 |
| Faixa 2 — Renda nova | até R$ 5.000 |
| Aumento renda Faixa 2 | R$ 300 (6,4%) |
| Faixa 3 — Renda anterior | até R$ 8.600 |
| Faixa 3 — Renda nova | até R$ 9.600 |
| Aumento renda Faixa 3 | R$ 1.000 (11,6%) |
| Faixa 4 — Renda anterior | até R$ 12.000 |
| Faixa 4 — Renda nova | até R$ 13.000 |
| Aumento renda Faixa 4 | R$ 1.000 (8,3%) |
| Faixas 1 e 2 — Valor do imóvel | Sem mudança — teto entre R$ 210 mil e R$ 275 mil |
| Faixa 3 — Valor do imóvel anterior | até R$ 350 mil |
| Faixa 3 — Valor do imóvel novo | até R$ 400 mil |
| Aumento teto imóvel Faixa 3 | R$ 50 mil (14,3%) |
| Faixa 4 — Valor do imóvel anterior | até R$ 500 mil |
| Faixa 4 — Valor do imóvel novo | até R$ 600 mil |
| Aumento teto imóvel Faixa 4 | R$ 100 mil (20%) |
| Impacto no orçamento de descontos | R$ 500 milhões |
| Impacto no oneroso | R$ 3,6 bilhões |
| Fonte do impacto oneroso | Fundo social (sem impacto adicional de recursos) |
| Outras aprovações | Retomada do FGTS-Saúde; novos mutuários no Pró-Transporte |
| Presidente citado | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) |
| Data de publicação da matéria-prima | 24/03/2026 10h31 (atualizado em 25/03/2026) |
Com os tetos de imóvel inalterados, as Faixas 1 e 2 continuam direcionadas a apartamentos compactos — studios e unidades de 1 a 2 dormitórios. Em Campinas, essa faixa de preço corresponde a opções em bairros como Jardim Proença e regiões adjacentes. A novidade, porém, está na renda: famílias que antes ultrapassavam o teto de R$ 2.850 (Faixa 1) ou R$ 4.700 (Faixa 2) agora podem se enquadrar com os novos limites de R$ 3.200 e R$ 5.000, respectivamente.
O salto de R$ 50 mil no teto do imóvel — de R$ 350 mil para R$ 400 mil — e o novo limite de renda de R$ 9.600 abrem acesso a apartamentos de 2 a 3 dormitórios em localizações intermediárias de Campinas. Bairros como Barão Geraldo, próximo à Unicamp, e o entorno do Taquaral passam a ter mais opções financiáveis dentro do programa. O Jardim Proença também apresenta unidades nessa faixa de valor.
Leitura de mercado: Com o teto anterior de R$ 350 mil, diversas unidades em bairros de transição ficavam ligeiramente acima do limite, excluindo famílias que tinham renda e interesse mas esbarravam no valor do imóvel. O novo patamar de R$ 400 mil tende a ampliar o acesso ao crédito subsidiado nessas regiões, gerando maior liquidez para empreendimentos que antes dependiam exclusivamente de financiamento bancário convencional.
Este é o ponto de maior impacto para o comprador de Campinas. Com o teto de R$ 600 mil — aumento de 20% — e renda familiar de até R$ 13.000, entram no alcance do programa apartamentos bem posicionados no Taquaral, em Nova Campinas e em imóveis mais compactos nas Mansões Santo Antônio. Essa é a faixa que atende o perfil de classe média campineira — casais com renda conjunta na casa dos R$ 10 mil a R$ 13 mil que buscam apartamentos de 3 dormitórios em áreas consolidadas.
Leitura de mercado: O reajuste de 20% no teto da Faixa 4 é relevante porque o preço médio de apartamentos em bairros intermediários de Campinas situa-se justamente entre R$ 400 mil e R$ 600 mil. Famílias de classe média que antes ficavam de fora do programa passam a contar com condições diferenciadas de financiamento, o que pode ampliar a demanda por unidades nessa faixa de valor e pressionar a velocidade de vendas nos empreendimentos enquadráveis.
Regiões como o Cambuí e a parte mais nobre de Nova Campinas, onde boa parte dos imóveis ultrapassa R$ 600 mil, permanecem fora do enquadramento do Minha Casa, Minha Vida.
Leitura de mercado: Ainda que esses bairros não sejam diretamente contemplados, a ampliação do programa nas faixas inferiores pode gerar um efeito cascata: famílias que antes disputavam imóveis na faixa de R$ 500 mil a R$ 600 mil sem subsídio passam a contar com o MCMV, liberando poder de compra no segmento imediatamente acima. Esse movimento tende a beneficiar indiretamente a liquidez de imóveis em bairros premium.
Além das mudanças no Minha Casa, Minha Vida, o colegiado aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).
As novas regras aprovadas em 24/03/2026 só passarão a valer após publicação no Diário Oficial da União. Até lá, os limites anteriores continuam em vigor. Para quem deseja aproveitar as novas condições, o momento é de preparação: organizar documentação, consultar enquadramento de renda e identificar imóveis dentro dos novos tetos.
Se a sua renda familiar é de até R$ 13.000 e você busca apartamento em Campinas na faixa de até R$ 600 mil, fale com a equipe da My House Campinas pelo WhatsApp (19) 3255-5025 ou acesse www.myhousecampinas.com.br. Nosso time pode ajudar a identificar quais imóveis em bairros como Taquaral, Nova Campinas, Barão Geraldo e Jardim Proença se enquadram nas novas regras do Minha Casa, Minha Vida 2026.
Para mais informações sobre o programa e as faixas atualizadas, consulte também as perguntas frequentes abaixo.
O Conselho Curador do FGTS aprovou, em 24/03/2026, o novo teto de renda familiar de R$ 13.000 (antes R$ 12.000) e o valor máximo do imóvel de R$ 600 mil (antes R$ 500 mil) para a Faixa 4. As regras passam a valer após publicação no Diário Oficial da União.
Com o novo limite, apartamentos no Taquaral, Nova Campinas e Mansões Santo Antônio passam a ser financiáveis pela Faixa 4. Na Faixa 3 (até R$ 400 mil), Barão Geraldo e Jardim Proença também apresentam opções dentro do programa.
As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS em 24/03/2026, mas só passam a valer após a publicação no Diário Oficial da União. Até essa publicação, permanecem os limites anteriores.