Mercado imobiliário em Campinas: vendas de usados sobem 10,71% e locações avançam 14,39% em fevereiro de 2026

03 abril 2026

Mercado imobiliário em Campinas: vendas de usados sobem 10,71% e locações avançam 14,39% em fevereiro de 2026

Vendas de imóveis usados avançam 10,71% na região de Campinas em fevereiro de 2026

O levantamento mensal do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECISP), com dados de 23 municípios da região de Campinas, registrou crescimento de 10,71% nas vendas de imóveis residenciais usados em fevereiro de 2026. No segmento de locações residenciais, o avanço foi de 14,39% no mesmo período. Os números reverteram o comportamento mais cauteloso observado em janeiro e indicam retomada das transações na região.

As faixas de preço que movimentaram o mercado

A distribuição das transações por faixa de preço em fevereiro apontou polarização: os imóveis entre R$ 201 mil e R$ 300 mil e os acima de R$ 501 mil responderam, cada um, por 31,9% das vendas. A faixa de R$ 351 mil a R$ 400 mil correspondeu a 10,6% das negociações, enquanto a faixa de R$ 301 mil a R$ 350 mil totalizou 8,5%.

Essa distribuição indica que o mercado de usados em Campinas operou simultaneamente em dois extremos: o segmento de entrada — concentrado em imóveis de até R$ 300 mil — e o segmento premium, acima de R$ 501 mil, com peso equivalente nas transações do mês.

Leitura de mercado: A presença simultânea de duas faixas opostas com mesmo percentual pode indicar que o mercado regional absorve tanto compradores de primeiro imóvel quanto aqueles em busca de upgrade ou investimento, sem concentração em um único perfil de comprador.

Perfil do imóvel mais negociado: 3 dorms e 2 dorms entre 51 e 100 m²

No perfil tipológico das transações, casas de 3 dormitórios corresponderam a 61,5% das vendas registradas no período. No segmento de apartamentos, as unidades de 2 dormitórios responderam por 77,3% das negociações dentro dessa tipologia. A metragem predominante nas transações ficou entre 51 e 100 m².

Geograficamente, as áreas centrais e as demais localidades da região dividiram as transações com 38,4% cada. As regiões nobres — como Nova Campinas, Taquaral e Mansões Santo Antônio — responderam por 23,3% das negociações. Bairros de perfil intermediário como Cambuí e Jardim Proença integram a parcela de áreas centrais com maior concentração de oferta.

Formas de pagamento: Caixa Econômica Federal lidera com 34,2%

A Caixa Econômica Federal respondeu por 34,2% das operações de compra registradas em fevereiro. As compras à vista totalizaram 19,7% das transações, seguidas pelo consórcio imobiliário, com 18,4%. Outros bancos corresponderam a 17,1% das operações e as negociações diretas responderam por 10,5%.

Leitura de mercado: O peso do consórcio (18,4%) — próximo ao das compras à vista (19,7%) — sugere que parte dos compradores opta por modalidades sem dependência de aprovação de crédito imediata, especialmente em um período de taxas de juros em patamar elevado.

Locações: 14,39% de avanço e faixas de aluguel entre R$ 1.251 e R$ 3.000

O segmento de locações registrou crescimento de 14,39% em fevereiro de 2026 na região. Entre as faixas de aluguel mais frequentes, a de R$ 2.501 a R$ 3.000 mensais correspondeu a 17,8% das locações, enquanto as faixas de R$ 2.001 a R$ 2.500 e de R$ 1.251 a R$ 1.500 apresentaram percentuais iguais, de 15,6% cada.

Nas garantias locatícias, o seguro-fiança foi o instrumento mais utilizado, com 48,2% dos contratos. O fiador respondeu por 30,1% e o depósito caução por 15,7%.

Entre os motivos de mudança relatados pelos locatários, 45,3% indicaram a busca por imóveis mais baratos, enquanto 10,9% declararam ter optado por imóveis mais caros.

Tabela completa de dados — CRECISP, Fevereiro de 2026 (23 municípios)

Indicador Valor
Crescimento em vendas de usados (fev/2026)+10,71%
Crescimento em locações (fev/2026)+14,39%
Municípios abrangidos23
Faixa de venda R$ 201k–R$ 300k31,9%
Faixa de venda acima de R$ 501k31,9%
Faixa de venda R$ 351k–R$ 400k10,6%
Faixa de venda R$ 301k–R$ 350k8,5%
Pagamento via Caixa Econômica Federal34,2%
Pagamento à vista19,7%
Pagamento via consórcio18,4%
Pagamento via outros bancos17,1%
Negociação direta10,5%
Casas com 3 dormitórios (vendas)61,5%
Apartamentos com 2 dormitórios (vendas)77,3%
Metragem predominante51–100 m²
Vendas em áreas centrais38,4%
Vendas em regiões nobres23,3%
Vendas em demais localidades38,4%
Locações na faixa R$ 2.501–R$ 3.000/mês17,8%
Locações na faixa R$ 2.001–R$ 2.500/mês15,6%
Locações na faixa R$ 1.251–R$ 1.500/mês15,6%
Garantia: seguro-fiança48,2%
Garantia: fiador30,1%
Garantia: depósito caução15,7%
Motivo de mudança: imóvel mais barato45,3%
Motivo de mudança: imóvel mais caro10,9%

Fonte: CRECISP — Levantamento mensal do mercado imobiliário, fevereiro de 2026.

O que os dados de fevereiro indicam para quem compra ou aluga em Campinas

Leitura de mercado: O crescimento simultâneo em vendas (+10,71%) e locações (+14,39%) em fevereiro de 2026 sugere que o mercado imobiliário regional operou com maior volume de transações nos dois segmentos. O avanço mais expressivo nas locações pode refletir o perfil de quem ainda transita entre o aluguel e a compra, segmento que representa parte relevante da demanda ativa na região.

Para quem considera comprar um imóvel usado em Campinas, os dados do CRECISP mostram que os imóveis de 3 dormitórios entre 51 e 100 m² e com preço até R$ 300 mil ou acima de R$ 501 mil foram os que mais movimentaram o mercado em fevereiro. A presença das áreas centrais com 38,4% das transações indica que bairros como Cambuí e o entorno do Taquaral seguem como referência de liquidez no segmento de usados.

No segmento de locações, a faixa de R$ 2.501 a R$ 3.000 mensais concentrou 17,8% dos contratos — o que, associado ao crescimento de 14,39% no mês, sinaliza que a busca por imóveis para aluguel se manteve ativa mesmo com o custo de locação nesse patamar.

Perguntas Frequentes

O que o CRECISP mede no seu levantamento mensal?

O CRECISP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) realiza levantamentos mensais com base em dados de transações imobiliárias registradas por corretores credenciados. O relatório de fevereiro de 2026 abrangeu 23 municípios da região de Campinas e registrou crescimento de 10,71% nas vendas de imóveis residenciais usados e de 14,39% nas locações.

Quais faixas de preço de imóvel foram mais negociadas em fevereiro de 2026 em Campinas?

Segundo o CRECISP, as faixas de R$ 201 mil a R$ 300 mil e acima de R$ 501 mil responderam, cada uma, por 31,9% das vendas de imóveis usados em fevereiro de 2026 na região de Campinas. A faixa de R$ 351 mil a R$ 400 mil correspondeu a 10,6% e a de R$ 301 mil a R$ 350 mil a 8,5%.

Qual a garantia mais utilizada nos contratos de locação em Campinas?

De acordo com o levantamento do CRECISP referente a fevereiro de 2026, o seguro-fiança foi a modalidade de garantia locatícia mais utilizada nos contratos de locação da região, correspondendo a 48,2% dos contratos. O fiador respondeu por 30,1% e o depósito caução por 15,7%.

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