Campinas encerrou 2025 com um resultado que a coloca em posição inédita no mapa imobiliário nacional: 13.338 unidades de imóveis novos comercializadas ao longo do ano, crescimento de 12,6% frente à média dos últimos três anos, segundo levantamento do Secovi divulgado pelo CBN Campinas em 10 de março de 2026. O Valor Geral de Vendas (VGV) totalizou R$ 6,4 bilhões, ante R$ 5,5 bilhões em 2024, avanço de R$ 900 milhões e variação percentual de +16,4%. Com esse resultado, Campinas entrou no Top 10 nacional em VGV de lançamentos, sendo a única cidade não-capital presente nesse ranking.
O que os números dizem, em termos concretos: ao longo de 2025, a cidade comercializou um imóvel a cada 39 minutos: ritmo que evidencia a escala da demanda registrada no período.
| Indicador | Valor | Fonte |
|---|---|---|
| Unidades novas vendidas em 2025 | 13.338 | Secovi / CBN Campinas |
| Crescimento vs. média dos últimos 3 anos | 12,6% | Secovi / CBN Campinas |
| VGV 2025 | R$ 6,4 bilhões | Secovi / CBN Campinas |
| VGV 2024 | R$ 5,5 bilhões | Secovi / CBN Campinas |
| Variação absoluta do VGV (2024–2025) | +R$ 900 milhões | Cálculo da fonte |
| Variação percentual do VGV | +16,4% | Secovi / CBN Campinas |
| Velocidade de vendas | 1 unidade a cada 39 minutos | Secovi / CBN Campinas |
| Intenção de compra | 50% | Secovi / CBN Campinas |
| Posição no ranking nacional por VGV | Top 10 | Secovi / CBN Campinas |
| Status no ranking | Única cidade não-capital no Top 10 | Secovi / CBN Campinas |
| Financiamento bancário nas transações (fev/2026) | 51,3% | Secovi / CBN Campinas |
| Data de publicação da fonte | 10 de março de 2026 | CBN Campinas |
| Porta-voz | Daniel Aranovich, Diretor de Negócios e Marketing do Secovi | CBN Campinas |
Entrar no Top 10 nacional em VGV de lançamentos é um marcador difícil de alcançar para qualquer município brasileiro. As cidades que habitualmente compõem esse ranking são capitais estaduais com economias diversificadas e populações acima de um milhão de habitantes. Campinas ocupa essa posição como exceção estrutural: é uma cidade interior que, pelos dados de 2025, superou capitais regionais em volume financeiro de imóveis lançados e negociados.
O diretor de Negócios e Marketing do Secovi, Daniel Aranovich, destacou o papel do programa Minha Casa Minha Vida entre os fatores que sustentaram os resultados do período. O programa federal, voltado para habitação de menor renda, respondeu por parte relevante do volume transacionado, o que também explica, em parte, a base ampla de compradores registrada.
Leitura de mercado: a combinação entre um polo universitário e tecnológico consolidado, a infraestrutura logística da região metropolitana e a presença de demanda habitacional em múltiplas faixas de renda cria condições favoráveis para que o ritmo de absorção de imóveis novos se mantenha acima da média nacional.
Os dados de fevereiro de 2026 mostram que 51,3% das transações realizadas em Campinas foram feitas via financiamento bancário. A intenção de compra registrou 50%, o maior índice recente apontado pelo levantamento.
Esses dois indicadores são relevantes porque sinalizam como os compradores estão acessando o mercado: mais da metade das operações passa pelo sistema bancário, o que significa que o comportamento do crédito imobiliário tem impacto direto sobre o volume de negócios.
Leitura de mercado: quando mais da metade das transações depende de financiamento bancário, o custo e a disponibilidade do crédito tornam-se variáveis centrais para qualquer projeção sobre 2026. A perspectiva de juros menores mencionada pelo Secovi para o próximo ciclo pode ampliar a base de compradores qualificados, mas esse cenário ainda está em aberto.
O Secovi projeta perspectiva positiva para 2026, apoiada na expectativa de queda nos juros. Ao mesmo tempo, o setor monitora um fator de risco específico: a queda nos lançamentos causada por ajustes no Plano Diretor municipal e na outorga onerosa. Esse ponto merece atenção do investidor, porque afeta o estoque futuro de unidades novas disponíveis.
Em termos práticos: se os lançamentos recuarem no curto prazo por conta das mudanças regulatórias, o estoque de imóveis novos disponíveis para venda tende a se comprimir. Isso altera a dinâmica de negociação entre compradores e incorporadoras.
Leitura de mercado: restrições do lado da oferta, combinadas com demanda que permanece elevada (50% de intenção de compra, patamar alto), podem configurar um ambiente onde o poder de negociação do comprador diminui em relação ao ciclo anterior.
O mercado imobiliário de Campinas não é homogêneo. Os dados agregados do Secovi cobrem toda a cidade, mas as oportunidades concretas se distribuem de forma distinta entre os bairros. Para quem acompanha o mercado, vale mapear as áreas com maior movimentação de lançamentos e as que apresentam perfil de imóvel compatível com o orçamento disponível.
O segmento de médio e alto padrão tem presença consolidada em bairros como Cambuí, Nova Campinas, Mansões Santo Antônio e Taquaral. Já bairros como Jardim Proença, Guanabara e Parque Prado reúnem empreendimentos em faixas de preço mais acessíveis, muitos deles enquadrados no Minha Casa Minha Vida.
O Barão Geraldo, por sua vez, concentra um perfil específico de comprador ligado ao ambiente acadêmico e tecnológico do entorno da Unicamp: bairro que combina imóveis para uso próprio e para renda com aluguel. Bairros como Jardim Flamboyant, Alphaville (Campinas) e Swiss Park atraem o segmento de alto padrão, com condomínios horizontais e verticais voltados para famílias que buscam mais espaço.
Para quem avalia regiões com perfil mais tranquilo e distante dos centros mais densos, Sousas e Joaquim Egídio apresentam características distintas, com imóveis em terrenos maiores e acesso a áreas verdes. O Jardim Chapadão, o Botafogo e a Chácara da Barra completam o mapa de bairros com movimentação relevante no mercado imobiliário local.
O dado de 13.338 unidades vendidas em 2025, com VGV de R$ 6,4 bilhões, não é apenas um resultado anual: é um parâmetro de comparação para quem toma decisões de compra ou investimento neste momento.
Primeiro ponto: um mercado com esse volume de transações tem liquidez suficiente para que compradores e vendedores encontrem contrapartes com mais facilidade do que em mercados menores. Isso é relevante tanto para quem compra para morar quanto para quem compra para revender ou alugar.
Segundo ponto: a presença no Top 10 nacional coloca Campinas no radar de incorporadoras de fora da cidade. Empresas que antes concentravam lançamentos em capitais passam a olhar para cidades com esse perfil de absorção. Para o comprador local, isso tende a ampliar a oferta de tipologias e padrões disponíveis nos próximos lançamentos.
Terceiro ponto: a combinação entre a queda prevista nos lançamentos (por conta dos ajustes regulatórios) e a intenção de compra em 50% sugere que o estoque disponível pode se comprimir ao longo de 2026. Quem está em processo de decisão tem esse elemento como variável de tempo.
Leitura de mercado: os resultados de 2025 indicam que Campinas consolidou sua posição como referência imobiliária fora do eixo das capitais. A questão para 2026 não é se a cidade mantém relevância: é como as mudanças regulatórias e o comportamento do crédito vão moldar o próximo ciclo de lançamentos e vendas.
Segundo levantamento do Secovi divulgado pelo CBN Campinas em 10 de março de 2026, Campinas comercializou 13.338 unidades de imóveis novos ao longo de 2025. Esse volume representa crescimento de 12,6% em relação à média dos últimos três anos e equivale a um imóvel vendido a cada 39 minutos durante o ano inteiro.
O Valor Geral de Vendas (VGV) de Campinas em 2025 foi de R$ 6,4 bilhões, ante R$ 5,5 bilhões registrados em 2024. A variação representa acréscimo de R$ 900 milhões, correspondente a +16,4% em termos percentuais. Com esse resultado, Campinas entrou no Top 10 nacional em VGV de lançamentos, sendo a única cidade não-capital presente nesse ranking.
De acordo com Daniel Aranovich, Diretor de Negócios e Marketing do Secovi, o programa Minha Casa Minha Vida foi um dos fatores destacados nos resultados de 2025. Em fevereiro de 2026, 51,3% das transações em Campinas foram realizadas via financiamento bancário, dado que inclui operações enquadradas no programa federal. Para 2026, o setor projeta perspectiva positiva, mas monitora a queda nos lançamentos decorrente de ajustes no Plano Diretor e na outorga onerosa municipal.