A recente decisão do Copom em manter a taxa Selic em 15% ao ano e o cortíssimo de juros do Fed norte-americano, que reduziu em 0,25 ponto percentual, traz importantes repercussões para o mercado imobiliário brasileiro.
As alterações na taxa de juros têm um efeito direto na disponibilidade de crédito e nos preços dos imóveis. Quando os juros estão elevados, como os atuais no Brasil, os financiamentos ficam mais caros, o que pode desestimular compra de imóveis por parte dos consumidores.
A estratégia de carry trade se torna mais atrativa quando a diferença entre os juros é significativa. Isso acontece pois investidores podem tomar empréstimos em países com juros baixos, como os EUA, e investir em ativos brasileiros que oferecem retornos maiores devido à Selic elevada. Isso aumenta a oferta de dólares no Brasil, podendo levar à valorização do real e até a uma redução temporária do preço do dólar.
Embora a manutenção da Selic possa proteger a economia local contra pressões inflacionárias, aumenta a cautela em relação a novos investimentos. A perceção de risco político e incertezas eleitorais, especialmente com a confirmação de candidaturas para as eleições de 2026, também influencia negativamente a confiança do investidor.
O dólar chegou a R$ 5,46, refletindo esse ambiente de incertezas. Especialistas destacam que investidores estrangeiros podem hesitar em alocar recursos no Brasil, mesmo com juros elevados, dada a instabilidade política atual.
“É necessário acompanhar as tendências de juros e a situação política para tomar decisões informadas na hora de comprar um imóvel” – análise de economistas.
Enquanto a Selic se mantém elevada e os juros nos EUA caem, os compradores de imóveis precisam estar atentos às condições de mercado e à situação política, que juntas afetam diretamente suas escolhas. O futuro pode trazer novas oportunidades, mas é fundamental estar bem informado.