O cenário imobiliário brasileiro vem sofrendo alterações significativas nos últimos anos, com destaque para o crescimento do programa Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, este programa responde por mais de 50% das vendas de imóveis novos no Brasil, conforme dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Este movimento reflete uma série de ajustes estratégicos por parte das incorporadoras, que buscam novos nichos de mercado frente a um cenário de juros elevados, afetando principalmente o segmento de classe média.
Empresas como Melnick no Rio Grande do Sul, Moura Dubeux no Nordeste e Even em São Paulo, estão redirecionando seus esforços para atender o segmento econômico. A Melnick, tradicional em Porto Alegre, iniciou operações com a marca Open no ano passado e já planeja lançar 2,1 mil novas unidades nos próximos meses. No Nordeste, a joint venture entre Moura Dubeux e Direcional ilustra a união de forças para impulsionar o mercado popular nas capitais Natal, Fortaleza, Recife e Salvador.
A busca pelo segmento Minha Casa, Minha Vida é uma resposta direta aos juros altos que têm impactado negativamente o mercado de imóveis para a classe média, onde imóveis entre R$ 500 mil e R$ 1,5 milhão sofrem com a dificuldade de financiamento. Juros mais baixos e subsídios sob o programa Minha Casa tornam essa alternativa mais atraente.
O analista de construção civil do Itaú BBA, Elvis Credendio, destacou a necessidade de uma redução na taxa Selic e nas curvas longas de juros para que haja um reaquecimento nas vendas de imóveis de classe média. Até que isso ocorra, o segmento Minha Casa representa um porto seguro para as incorporadoras.
Adicionalmente, a reforma tributária projeta benefícios específicos para a habitação popular, diminuindo a carga tributária através de redutores de IBS e CBS, o que torna a construção de baixa renda ainda mais vantajosa.
Em Campinas, bairros como Cambuí e Taquaral podem sentir um impacto dessa mudança no foco das incorporadoras, refletindo o interesse em projetos a preços mais acessíveis. Embora esses bairros sejam tradicionalmente associados a imóveis de médio a alto padrão, a nova estratégia pode abrir espaço para oportunidades de investimento diversificadas, beneficiando tanto incorporadoras quanto compradores.
O mercado investidor em Campinas deve avaliar a viabilidade de novos empreendimentos em bairros fora do eixo de classe alta, visualizando um potencial crescimento na demanda por habitação popular.
| Dado | Valor |
|---|---|
| Melnick projetos iniciados em 2022 | Mais de 700 |
| Capacidade de lançamento Melnick | 2,1 mil unidades |
| Participação do Minha Casa em São Paulo (lançamentos) | 61% |
| Participação do Minha Casa em São Paulo (vendas) | 64% |
| Participação do Minha Casa no Brasil | Acima de 50% |
É um programa do governo federal brasileiro que visa facilitar o acesso à moradia para famílias de baixa renda por meio de condições de financiamento subsidiadas.
Devido aos altos juros dos financiamentos para a classe média, o segmento de habitação popular se tornou mais atrativo, com benefícios fiscais e subsídios do FGTS.
Em São Paulo, o programa responde por 61% dos lançamentos e 64% das vendas de imóveis novos.
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