Selic cai para 14,5% ao ano: o que muda no financiamento imobiliário em Campinas

30 abril 2026

Selic cai para 14,5% ao ano: o que muda no financiamento imobiliário em Campinas

A Selic caiu pela segunda vez consecutiva. O dado que pouca gente está comentando pode ser o mais relevante para quem acompanha a economia: o Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14,5% ao ano, e instituições como Inter e XP Investimentos já projetam novas quedas até o fim de 2026.

O que o Copom decidiu em 29 de abril

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25 ponto percentual na noite desta quarta-feira, 29, levando-a para 14,5% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve, assim, o ciclo de corte de juros iniciado em sua deliberação anterior, em março, quando promoveu um corte de igual tamanho.

A votação pela redução da Selic veio dentro das expectativas do mercado financeiro e foi unânime entre os seis membros que participaram da reunião do Copom.

Segundo o comunicado do Copom, a nova redução dos juros em 0,25 p.p. foi possível pois “o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica”. O comitê constatou que, no Brasil, a atividade econômica tem apresentado sinais de moderação, apesar do mercado de trabalho ainda resiliente.

O conflito no Oriente Médio e o freio nos cortes maiores

Antes da eclosão do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, ainda em fevereiro, o mercado financeiro considerava possível a deliberação por cortes de juros maiores. Essa previsão foi bruscamente alterada pelo conflito que interdita o Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial trafega.

O Banco Central sinalizou preocupação com os efeitos da guerra “sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil”.

Projeções de inflação: distanciamento da meta

As projeções da autoridade monetária para a inflação apresentaram algum distanciamento em relação à meta de 3% ao ano perseguida pelo BC. A projeção oficial para a inflação no terceiro trimestre de 2027, considerado o “horizonte relevante” da política monetária, aumentou para 3,5%. Em março, estava em 3,3%. Os membros do Copom frisaram que a incerteza sobre o dado aumentou dada a volatilidade do cenário econômico externo.

Principais riscos para a inflação segundo o Copom

  • Uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado, com horizontes mais longos incorporando mais impactos potenciais de restrições de oferta de petróleo e seus derivados.
  • Uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada.
  • Uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada.

O que o mercado financeiro projeta para a Selic em 2026

Instituições financeiras como Itaú BBA, Inter e XP Investimentos previam um corte de 0,25 p.p. na Selic nesta quarta-feira. Apesar da incerteza persistente a respeito da guerra no Oriente Médio, analistas apontaram a queda recente do dólar como algo que ajuda a criar condições para a continuidade do ciclo de cortes de juros. Desde a reunião anterior do Copom, o valor da moeda americana recuou quase 3,3%, sendo cotada a R$ 5,02.

Instituição Selic projetada para o final de 2026
Boletim Focus (média do mercado) 13%
Inter 12,75%
XP Investimentos 13,5%

Ainda há muita incerteza a respeito dos próximos meses, ao ponto que algumas instituições evitam arriscar uma previsão para o fim do ano.

Visão do Especialista

Com a Selic em trajetória de queda, o mercado financeiro piorou sua expectativa para os juros dias antes da decisão, mas analistas apontam a queda recente do dólar como fator que favorece a continuidade do ciclo de cortes. O Boletim Focus projeta Selic de 13% ao final de 2026, enquanto Inter estima 12,75% e XP Investimentos, 13,5%. O momento exige acompanhamento atento das próximas decisões do Copom.

Perguntas Frequentes

Qual é a taxa Selic atual?

A Selic foi reduzida para 14,5% ao ano na decisão do Copom de 29 de abril de 2026, com um corte de 0,25 ponto percentual.

A Selic vai continuar caindo em 2026?

O Boletim Focus projeta Selic de 13% ao final de 2026, o Inter estima 12,75% e a XP Investimentos, 13,5%. Porém, há incerteza elevada por conta do conflito no Oriente Médio.

Como a queda da Selic afeta o crédito?

A Selic é a taxa básica de juros da economia e influencia diretamente o custo do crédito. Quando o Copom reduz a Selic, os bancos tendem a reduzir também suas taxas, o que pode beneficiar consumidores e empresas que dependem de financiamentos.

Por que o Copom não cortou mais do que 0,25 p.p.?

O conflito no Oriente Médio, que interdita o Estreito de Ormuz (por onde trafega 20% do petróleo mundial), elevou a incerteza sobre a inflação. A projeção oficial para a inflação no terceiro trimestre de 2027 subiu de 3,3% para 3,5%, distanciando-se da meta de 3% ao ano.

O que pode mudar nas próximas reuniões do Copom?

O Copom indicou que a continuidade dos cortes depende da evolução do cenário econômico, especialmente dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação. Analistas apontam a queda recente do dólar como fator favorável, mas ainda há muita incerteza para os próximos meses.

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